DOIS DE JULHO

Seis anos presa, eventualmente acorrentada a árvores, enfrentando a umidade diária da floresta tropical, dormindo ao relento, tendo o corpo picado por insetos, raros banhos e ainda assim frios, nada de luz, nada de cama, mais de duas vezes vítima de malária, ameaçada diariamente de morte, sempre na mira de narcoguerrilheiros, sem notícias da família, em estado de quase morte em vida... E, no entanto, quanta dignidade desta mulher Ingrid Betancourt, que, no dia de sua libertação, promete que lutará agora pela liberdade de todos os que ainda estão em cativeiro. Coincidentemente, no dia em que a Bahia comemora sua independência e relembra Maria Quitéria e Joana Angélica, surge este exemplo vivo da força e da capacidade de superação da mulher.  

 

Diogo Tavares



Escrito por Diogo às 21h54
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